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Adventures in Equal Parenting :) Dream Dream Dream

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 07/05/2014 às 17h00

 

Categoria: Maternidade
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A Solidão da Super Mammy

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 23/04/2014 às 21h19

A Solidão da Super Mammy

Assistindo a mais um episódio da Super Nanny no GNT, me chamou a atenção a solidão da mãe dos dias de hoje. É certo que o seriado tem seu contexto cultural, mas depois de ver por quase uma hora essa mãe solteira com três filhos aplicar todos os métodos da Super Nanny nessas crianças, ficou claro como o problema vai muito além do que simplesmente reforçar as regras e colocar de castigo no cantinho.

Em uma situação o menino de uns 4 anos é colocado repetidamente na cama 98 vezes! Haja costas... e paciência. Mas a mãe reinforçada pela Nanny , certa de que essa é a melhor maneira de resolver essa situação, não desiste. A interação dela com as crianças é quase abusiva, quando ela perde a calma, ela grita e segura as crianças de maneira bem agressiva.  Mas tudo dentro de um contexto em que as crianças estão sendo treinadas e educadas para que a vida em família prossiga normalmente.

As duas meninas um pouco mais velhas também têm seus ataques e desafiam a mãe com suas desobediências e caprichos. Mas a Super Nanny esta lá e da o suporte para a mãe ser firme e persistente e colocar uma delas no canto várias vezes até que ela se rende pelo cansaço e obedece. Missão comprida. As crianças estão bem comportadas e a mãe sentindo que fez um bom trabalho.

Detalhe a Super Nanny também acha que a mãe, exausta e sem muita noção de como lidar com toda essa situação sozinha, não esta demonstrando afeto e empatia nas suas falas. Então temos uma boa demonstração de como a mãe deve elogiar os filhos e fazer cara de contente.

Em nenhum momento essa mãe tem ajuda de ninguém, faz tudo sozinha, cria, educa, da afeto, limpa, cozinha, leva na escola, leva para passear, enfim esta só no mundo com essas crianças. A única ajuda mesmo vem da Super Nanny que ensina ela truques para dar conta de tudo de uma forma mais harmoniosa e fazer cara de contente. 

Tania Novinsky 

Categoria: Maternidade
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For parents, happiness is a very high bar TED2014

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 22/04/2014 às 18h24

http://www.ted.com/speakers/jennifer_senior

In her new book "All Joy and No Fun," Jennifer Senior explores how children reshape their parents' lives — for better and worse.

Categoria: Maternidade
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Afetos Terceirizados

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 16/02/2014 às 19h29

Por Tania Novinsky Haberkorn, M.A.

Educar um filho é uma das coisas mais difíceis que alguém pode fazer. Não é só dar carinho, não é só dar limite, não é só dar oportunidades. Educar é estar disponível emocionalmente para o outro aprender com você. Por isso a questão da terceirização da infância é um assunto muito mais complexo do que parece. Terceirizar significa se ausentar dessa relação que acarreta na formação de outro ser humano. Se você não está disponível para esse processo não adianta ter tempo nem dinheiro, você vai achar uma forma de se esquivar rapidamente dessa relação. Hoje temos muito exemplos nas escolas, nos pediatras, no dia a dia, onde as crianças são cuidadas por terceiros. Escolas que mal conhecem os pais, pediatras que raramente falam com a mãe, crianças que passam de 6 a 8 horas nas creches e nas escolas. Os pais de hoje tem razões suficientes para bancar essas escolhas. Não há certo ou errado nessa história. Você vai dar para o seu filho o que pode, de acordo com os seus modelos, a sua visão de ser humano, de relacionamento e da sua realidade. O relacionamento com a criança não é diferente de nenhum outro relacionamento na sua vida. Ele vai te dar alegrias, frustrações, impasses, desafios, vai ter fazer rir e chorar, mas vai exigir de você uma dedicação talvez nunca antes imaginada. Mas ainda tem muita mãe que idealiza a infância e acha que tinha que ser mais tranquila, mais fácil, menos desgastante e acha que tem algo errado quando se depara com a demanda insana de uma criança. O pediatra inglês Donald Winnicott já falava que a capacidade de um ser humano ser feliz, ter um pouco de estrutura tem muito a ver com um tempo e uma pessoa. Dar beijinho e falar eu te amo não é suficiente para garantir um vinculo com uma criança. Para se educar uma criança é preciso de vinculo e para isso é preciso de tempo e disponibilidade física e emocional. O dia a dia é feito de pequenos detalhes, conversas, interações e convívio. Não tem medidor universal de quanto seu filho precisa de você. Esse trabalho você tem que fazer. Olhe os sinais: ansiedade, medos, insônia, performance escolar, olhe nos olhos dele, só você poderá dizer se ele está feliz.

 

Categoria: Maternidade
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Eu quero ter 1.000.000 de amigos...

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 14/01/2014 às 11h03

Agora virou moda perguntar quantos amigos você tem no Facebook.
Eu confesso tenho um monte de amigos e na verdade muito poucos. Facebook não é sinônimo de amizade. Não sei bem o que é. Um monte de gente que mal conheço, mas que posso dizer que tenho uma certa intimidade. Sei quantos filhos têm, onde passam as férias, que bar frequentam, o que gostam de ler... enfim, coisas que só amigo saberia. Então que raios somos? Amigos, conhecidos, íntimos ou uma nova categoria chamada X? Amigo de Facebook é assim, às vezes nunca se conheceram pessoalmente, mas sabem onde estão o tempo todo, nunca trocaram uma palavra, mas trocam confidencias e experiências bem intimas, estão sempre disponíveis, mas será que você pode ligar na hora do aperto? Vai entender essa nova categoria de amizade. Somos os primeiros nessa nova empreitada. Vamos fazer história. Tomara que seja boa.

Tem gente que já está precisando fazer Face Detox. Já estão tão viciadas que precisam tirar umas férias. Li vários relatos de pessoas contando seus dias sem Face. Confesso que às vezes também tiro uns breaks, mas uso muito o face para muitas coisas, difícil ficar muito tempo fora da rede. Desculpa de viciada... kkkk

Tem as pessoas que não entendem o Face. Os paranoicos que acham que algo de ruim pode acontecer se postarem no Face. Os que não dão conta da vida real e não encontram tempo para a vida virtual. Tem também os que fazem pacto com o parceiro de nenhum usar o Face, para não correr o risco encontrar um ex e dar chance ao acaso. O que o destino separou o Face não deveria nunca juntar... ouvi de uma amiga.

Segundo Zygmunt Bauman, autor de O Amor Líquido, a coisa mais romântica que uma pessoa pode fazer por outra é ouvir tudo o que ela tem para falar. Talvez por isso o Face faça tanto sucesso. Por trás dos posts está o desespero humano para ser ouvido e apreciado.

Na liquidez da pos-modernidade a rede serve tanto para conectar-se quanto para desconectar-se. As duas são legitimas, gozam do mesmo status e têm importância idêntica. Conexões podem ser rompidas, e o são, muito antes que comece a detestá-las. Conexão indesejável passa a ser um paradoxo. Fácil entrar e fácil sair. Inteligentes e limpas, fáceis de usar e manusear, sempre se pode apertar a tecla de deletar.

Mas a verdade é que o Face está ai. Juntando muita gente, desconectando tantas outras, criando situações nunca antes imaginadas. Como tudo na vida, temos que aprender a fazer um bom uso. O Face é só o Face. Você que vai dar a sua cara!

Um videozinho interessante para se pensar os impactos das redes:
The Innovation of Loneliness : vimeo.com/m/70534716

 

Categoria: Espiritualidade
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Mama Zen

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 10/12/2013 às 17h30

É possível ser mãe e ser zen? Parecem dois polos opostos. Mãe está sempre com uma lista enorme de coisas para fazer, muitas demandas, sempre correndo e quase sempre cansada. Onde encaixa o Zen Budismo nessa historia? Na verdade a equação é simples: não se pode dar paz para alguém se você não estiver em paz.

Sempre me lembro dessa mãe que observando a filha brincar, começou a reparar que as bonecas faziam tudo correndo e a filha falava: vamos, vamos não tenho tempo a perder. Reflexo de uma vida apressada? Com certeza.

Como não fazer disso uma condição, um hábito automático? Como poder ter escolhas e ensinar os filhos a relaxarem? Desde que comecei a meditar mais seriamente tenho me perguntado muito sobre essa questão. Se tenho observado resultados tão positivos na minha vida,  porque esperar tanto tempo para começar? Por que não ir instituindo esse habito desde criança? Confesso que há pouca informação sobre como introduzir a meditação com crianças. Mas é possível, claro, que a expectativa tem que ser realista e com algumas adaptações.

Vocês já perceberam que os retiros de meditação não incluem as crianças? Os pais vão aprendem tudo, ficam bem relaxados e voltam para o caos. Qual é a graça? Adoraria participar de um retiro em que todos fossem incluídos e quando você voltasse para casa estavam todos na mesma vibe. Isso sim seria uma experiência relaxante!

Aqui vão algumas dicas para quem acha que está pronta:

- O coração da prática de “atenção plena” está em se dedicar a alguma prática diariamente; quer você escolha praticar por 5 minutos ou por 45 minutos, uma rotina diária ajuda muito;

- Será possível abrir uma janela no cotidiano e poder fazer as coisas com mais calma, mais atenção,  diminuir um pouco o ritmo? Comece por respirar entre um pensamento e outro. Observe seu filho brincar, ler, correr sem interromper, sem prestigiá-lo ou criticá-lo. Seja um observador silencioso. O silencio também fala! Quando seu filho estiver agitado, seja a energia organizadora. Respire, olhe nos olhos, toque, mostre para ele como se acalmar.

- Aproveite as oportunidades que você tem de estar com seus filhos para dar-lhes total atenção ao invés de trabalhar no “modo multi-tarefas”. Assim como ficamos entediados quando alguém não presta atenção em nós, as crianças se sentem frustradas quando são constantemente ignoradas;

- Experimente e veja as coisas do ponto de vista dos seus filhos. Isto pode ajudá-lo a ser mais paciente;

- Tome um tempo para cuidar de si mesmo. Você pode levar-se para sair à noite, fazer uma caminhada “plenamente atenta” ou encontrar algum hobby para desligar sua mente por uns instantes. Embora pareça muito difícil achar tempo para isso, se você fizer um esforço, você se sentirá melhor no longo prazo e ganhará energia. “Atenção Plena” tem a ver com ser gentil e compreensivo consigo mesmo tanto quanto com os outros;

 - Veja o lado engraçado das coisas quando você puder. “Atenção Plena” não é estar hiper-plugado e sério o tempo todo. Veja se pode sorrir das suas próprias imperfeições bem como das dos seus filhos.

Pais e mães atentos que praticam meditação regularmente encontram tempo para seus filhos e lhes dão atenção, também cuidam melhor de si próprios. À medida que você se torna mais “plenamente atento”, você se torna mais consciente de suas próprias necessidades e aprende a atendê-las de forma mais criativa.

Susan Kaiser - Explicando Meditação para Crianças:

www.youtube.com/watch?v=HcR1LqMau6o&feature=youtu.be

 

Um projeto ambicioso: Mindfulness in School

 www.youtube.com/watch?v=MMK481p5wWM

 

Namasté

Categoria: Espiritualidade
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Você é uma boa mãe!

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 08/11/2013 às 20h29

Outro dia li que a Giselle Bündchen está achando difícil conciliar maternidade com trabalho. Bom, se ela está achando difícil, imagina para nós que não temos nem a grana nem a infra que ela tem para dar conta dessas duas frentes. Outro dia perguntando para umas amigas o que tem ajudado elas nos momentos difíceis, as duas me responderam que rezar tem ajudado muito. Adorei a resposta! Quer dizer que a situação anda mesmo perigritante, minhas amigas andam rezando, é sinal que as coisas andam difíceis mesmo!

Acredito que parte disso se deve ao fato dos standards para se reconhecer como uma boa mãe andam altíssimos. Sabe aquela vozinha que fica na sua cabeça... seu filho fica muito tempo no computador, ele podia tirar notas melhores, o lanche não está muito saudável, a calça ta furada e de jantar tem miojo! Você não pode ser uma boa mãe nessas condições e você ainda está preocupada com a sua satisfação pessoal, se você está feliz?!

Por isso precisamos muito repetir: você é uma boa mãe sim! Repita varias vezes por dia e repita para suas amigas também! Porque uma boa mãe pode não dar conta de tudo. Pode ter um monte de questões. Às vezes seu filho não é o pequeno príncipe que você idealizou, mas ele é cheio de surpresas e sacadas maravilhosas e se você ficar presa naquela voz chata na sua cabeça vai perder esses momentos que fazem você a melhor mãe do mundo!

Uma boa mãe pode ter muitos interesses fora o bem estar do filho, pode errar bastante, pode não estar presente sempre que gostaria, pode ter muitas duvidas e pedir ajuda sempre que precisar. Porque o que faz uma boa mãe é você! É a sua capacidade de amar, cuidar e se dedicar para o seu filho do seu jeito. Criação de filho passa por muitas camadas e não é transferível para o outro. Depende da sua historia, das suas relações, dos seus traumas e seus amores. Por isso, não se compare com a mãe do lado. Aplauda você e ela também. Estamos fazendo o melhor possível dadas as circunstâncias tão complexas que temos que enfrentar hoje em dia. Seja a mãe que puder, só não perca os momentos únicos em que seu filho olha para você e te acha a melhor mãe do mundo! Concorde com ele, pelo menos dessa vez.

Categoria: Maternidade
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