Afetos Terceirizados

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 16/02/2014 às 19h29

Por Tania Novinsky Haberkorn, M.A.

Educar um filho é uma das coisas mais difíceis que alguém pode fazer. Não é só dar carinho, não é só dar limite, não é só dar oportunidades. Educar é estar disponível emocionalmente para o outro aprender com você. Por isso a questão da terceirização da infância é um assunto muito mais complexo do que parece. Terceirizar significa se ausentar dessa relação que acarreta na formação de outro ser humano. Se você não está disponível para esse processo não adianta ter tempo nem dinheiro, você vai achar uma forma de se esquivar rapidamente dessa relação. Hoje temos muito exemplos nas escolas, nos pediatras, no dia a dia, onde as crianças são cuidadas por terceiros. Escolas que mal conhecem os pais, pediatras que raramente falam com a mãe, crianças que passam de 6 a 8 horas nas creches e nas escolas. Os pais de hoje tem razões suficientes para bancar essas escolhas. Não há certo ou errado nessa história. Você vai dar para o seu filho o que pode, de acordo com os seus modelos, a sua visão de ser humano, de relacionamento e da sua realidade. O relacionamento com a criança não é diferente de nenhum outro relacionamento na sua vida. Ele vai te dar alegrias, frustrações, impasses, desafios, vai ter fazer rir e chorar, mas vai exigir de você uma dedicação talvez nunca antes imaginada. Mas ainda tem muita mãe que idealiza a infância e acha que tinha que ser mais tranquila, mais fácil, menos desgastante e acha que tem algo errado quando se depara com a demanda insana de uma criança. O pediatra inglês Donald Winnicott já falava que a capacidade de um ser humano ser feliz, ter um pouco de estrutura tem muito a ver com um tempo e uma pessoa. Dar beijinho e falar eu te amo não é suficiente para garantir um vinculo com uma criança. Para se educar uma criança é preciso de vinculo e para isso é preciso de tempo e disponibilidade física e emocional. O dia a dia é feito de pequenos detalhes, conversas, interações e convívio. Não tem medidor universal de quanto seu filho precisa de você. Esse trabalho você tem que fazer. Olhe os sinais: ansiedade, medos, insônia, performance escolar, olhe nos olhos dele, só você poderá dizer se ele está feliz.

 

Categoria: Maternidade
Tags: filhos, maternidade, Terceirização

Comentários

Samantha em 30/03/2014 13:02:15
Oi Sa, segue blog q te falei.
Bjs
sonia novinsky em 16/02/2014 20:59:05
Eu diria que educar é colocar a atenção de um jeito que a pessoa possa te ouvir sem te seguir cegamente, reinterpretando de forma criativa a mensagem que vc passou. Pra isso o respeito ao lugar onde esta pessoa está emocionalmente e ao seu tempo e ritmo são fundamentais. Dificil mesmo. Para mim foi um achado encontrar um método como o EFT que me ajuda a poder neutralizar os casos de afetos tercerizados, onde esse olhar atento faltou e onde se deu portanto uma parada no desenvolvimento. adorei!

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