Eu quero ter 1.000.000 de amigos...

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 14/01/2014 às 11h03

Agora virou moda perguntar quantos amigos você tem no Facebook.
Eu confesso tenho um monte de amigos e na verdade muito poucos. Facebook não é sinônimo de amizade. Não sei bem o que é. Um monte de gente que mal conheço, mas que posso dizer que tenho uma certa intimidade. Sei quantos filhos têm, onde passam as férias, que bar frequentam, o que gostam de ler... enfim, coisas que só amigo saberia. Então que raios somos? Amigos, conhecidos, íntimos ou uma nova categoria chamada X? Amigo de Facebook é assim, às vezes nunca se conheceram pessoalmente, mas sabem onde estão o tempo todo, nunca trocaram uma palavra, mas trocam confidencias e experiências bem intimas, estão sempre disponíveis, mas será que você pode ligar na hora do aperto? Vai entender essa nova categoria de amizade. Somos os primeiros nessa nova empreitada. Vamos fazer história. Tomara que seja boa.

Tem gente que já está precisando fazer Face Detox. Já estão tão viciadas que precisam tirar umas férias. Li vários relatos de pessoas contando seus dias sem Face. Confesso que às vezes também tiro uns breaks, mas uso muito o face para muitas coisas, difícil ficar muito tempo fora da rede. Desculpa de viciada... kkkk

Tem as pessoas que não entendem o Face. Os paranoicos que acham que algo de ruim pode acontecer se postarem no Face. Os que não dão conta da vida real e não encontram tempo para a vida virtual. Tem também os que fazem pacto com o parceiro de nenhum usar o Face, para não correr o risco encontrar um ex e dar chance ao acaso. O que o destino separou o Face não deveria nunca juntar... ouvi de uma amiga.

Segundo Zygmunt Bauman, autor de O Amor Líquido, a coisa mais romântica que uma pessoa pode fazer por outra é ouvir tudo o que ela tem para falar. Talvez por isso o Face faça tanto sucesso. Por trás dos posts está o desespero humano para ser ouvido e apreciado.

Na liquidez da pos-modernidade a rede serve tanto para conectar-se quanto para desconectar-se. As duas são legitimas, gozam do mesmo status e têm importância idêntica. Conexões podem ser rompidas, e o são, muito antes que comece a detestá-las. Conexão indesejável passa a ser um paradoxo. Fácil entrar e fácil sair. Inteligentes e limpas, fáceis de usar e manusear, sempre se pode apertar a tecla de deletar.

Mas a verdade é que o Face está ai. Juntando muita gente, desconectando tantas outras, criando situações nunca antes imaginadas. Como tudo na vida, temos que aprender a fazer um bom uso. O Face é só o Face. Você que vai dar a sua cara!

Um videozinho interessante para se pensar os impactos das redes:
The Innovation of Loneliness : vimeo.com/m/70534716

 

Categoria: Espiritualidade

Comentários

sonia em 15/01/2014 16:21:23
sim, o face é um recurso de comunicação. Acho que nada tem a ver com amigos, com amizade, com comunhão. É como se todos fossemos proprietarios de uma midia e pudessemos comunicar pras nossas audiencias o que queremos. Só isso, pra mim amizade passa muito longe disso. È bom saber noticias dos amigos, mas nos comunicarmos com eles, é muito diferente!

Enviar comentário

voltar para Blog

|b01s bdt|b01n bsd sbss||c05|image-wrap|login news c05 fwR b01 tsN bsd|c05 normalcase uppercase sbss|b01 c05 normalcase fwR bsd|login news b01 c05 normalcase uppercase bsd|c05 tsN normalcase uppercase sbss|b01 normalcase uppercase c05 bsd|content-inner||