Maternidade

O poder do não!

Publicado em 15/01/2018 às 11h40

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Seu filho já está na fase do não? Essa fase é bem desafiante, ainda mais quando você já está bem cansada e sem recursos para lidar com tanto não. No consultório tenho várias pacientes que trazem essa questão. É fácil perder a paciência quando tudo que você escuta é não. A coisa vai virando uma bola de neve e quando você vê já perdeu o controle da situação. Por isso, gosto muito de conversar sobre essa fase do não.

Precisamos ouvir o que está por trás do não. O que a criança está comunicando quando fala não para tudo que você sugere? Numa relação normal quando a outra pessoa fala não, em geral respeitamos ou tentamos dialogar. Mas em se tratando de uma criança de 2-3 anos precisamos ser um pouco mais criativas, senão a relação empaca mesmo.

Semana passada uma paciente veio com essa questão: minha filha fala não para tudo e fico muito estressada porque parece que tudo que peço para ela, ela rejeita.

Primeiro tentamos analisar o que está por trás desse não tão persistente. Nesse caso essa criança está numa fase de diferenciação da própria mãe. Esse não tão repetitivo podem ser os primeiros passos para a construção de um sujeito independente e desejante. Calma, ainda falta muito para a consolidação dessa tarefa, mas o não é um passo fundamental nesse percurso.  O não da criança está embutido de muitos significados e isso pode ser um recurso para você não ficar focado só no não.

O não da criança pode estar nesse lugar de diferenciação entre você e ela: mamãe eu não sou você, lembra? Mamãe eu não desejo as mesmas coisas que você! Mamãe o meu ritmo é outro. Mamãe ainda não estou pronta para essa tarefa... e por ai vai.

Agora cabe a você se preparar também para esse momento de separação. Se eu não for só mãe da fulaninha... quem mais eu sou? O não incomoda tanto porque também nos remete as nossas questões. Eu estou preparada para ter uma criança potente e desejante? Eu sei negociar com um outro que deseja coisas diferentes de mim? Eu tenho flexibilidade em rever minhas expectativas e ajustar a realidade de cada situação? Essas são as tarefas da mãe de uma criança na fase do não.

Acabei sugerindo para a minha paciente em questão, em primeira mão escutar além do não, mas depois dar um tempo para a criança escutar o próprio não. Como se a criança precisasse de um tempo para acessar o seu próprio desejo. A gente mais ou menos, alguns mais outros menos, claro, mas temos condições de acessar nossos desejos e expressá-los em uma conversa. Mas a criança ainda está aprendendo esse ritmo, então é como se o não fosse um pedido de tempo. Vou falar não para dar um tempo aqui para ver se é isso mesmo que eu quero e como faço para me expressar.

Então não escute o não só como não e pronto! Não sei ainda exatamente o que preciso nesse momento. Mas por favor, não me invada tão rapidamente porque eu ainda estou aprendendo a identificar meu desejo e expressá-lo de uma forma coerente. De um tempo para esse não e tente de novo de outra forma. De algumas ferramentas para a criança se expressar. Pergunte o que ela está sentido realmente. Fome? Sono? Frio?

Quando não tem muita solução e é hora de dormir mesmo e você já está no osso, pode ser válido dar algumas opções para a criança. Você prefere o pijama verde ou vermelho? A criança pode se sentir mais parte do processo e não focar só no não.

Achou difícil? É difícil mesmo. A educação e a construção do sujeito são delicadas, tem momentos tensos, muitas vezes perdemos a mão, mas não tem outra maneira senão praticarmos. Todo dia, toda oportunidade, sempre que for possível esse processo. Garantias não têm nenhuma, mas pelo menos estamos tentando criar crianças que sabem o que querem e aprenderam expressar seus desejos. Isso se aprende desde criança e em casa!

Tania Novinsky Haberkorn

www.psicoflow.com.br

 

 

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Quem precisa de terapia?

Publicado por Tania Novinsky em 18/04/2015 às 21h54

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Meu filho não é um bibelô!

Publicado por Tania Novinsky em 12/02/2015 às 11h37

 Se seu filho não faz manha tem algo errado com você! Criança não é bem comportada e nem educada o tempo todo.Criança é um ser cheio de sentimentos, angustias e medos e com poucos recursos para lidar com tudo isso. Manha é chato mesmo, mas se você tem uma expectativa mais realista do que é a infância pode ser bem mais fácil de lidar com seu filho quando ele não for bem comportado. Na realidade é o adulto que tem que ter recursos para lidar com a manha e aos poucos, de acordo com a idade de cada criança, ensinando ela a transformar essa energia desorganizada em palavras. Isso é educação e vai depender muito de você, de como você lida com os seus sentimentos intensos, de quanto você consegue se expressar e tolerar os sentimentos intensos de outra pessoa. E isso pode levar a vida toda! Manha

 

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FRUSTRAÇÃO FAZ PARTE!

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 13/10/2014 às 21h10

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Entre o Certo e o Errado: Uma lição muito mais interessante!

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 18/06/2014 às 22h32

Hoje uma paciente me contou que no intuito de ajudar a sua filha de 7 anos a conquistar um pouco de autonomia na escola, combinou com ela que depois da aula ela iria comprar um lanche e voltar para o reforço. Deu um dinheiro para a menina e foi busca-la no horário combinado. Quando chegou na escola, a menina não tinha ido na aula de reforço, se distraiu pelo caminho, chegou atrasada na aula e ficou para fora da classe.

Nada mais normal. Uma criança de 7 anos se distrair e perder a noção do tempo. Mas nesse intervalo de tempo temos um território imenso de descobertas e aventuras da cabecinha de uma criança de 7 anos. Claro que é mais fácil ficar brava, ensinar uma boa lição de certo e errado e dar o caso por encerrado. Mas ai que você se engana. Primeiro que a lição não é tão simples assim e vai se repetir. Depois que você perde uma grande oportunidade de entender o que se passa na cabeça de uma criança de 7 anos e quais as associações que ela faz e quais ela ainda não tem maturidade para fazer. Você tem que sair do lugar confortável de educador sabe tudo e se colocar no lugar de educador quero saber mais. Perguntar em vez de corrigir, ouvir as respostas ao invés de dar respostas prontas, continuar o diálogo e não fechar a conversar. Tentar de novo muitas e muitas vezes, ate que a criança se aproprie do tempo, da responsabilidade e da sua confiança, que esperamos que essa, seja para sempre!

Tania Novinsky Haberkorn

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VEJINHA DESSA SEMANA: QUEM PRECISA DE TERAPIA?

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 19/05/2014 às 12h09

Número de crianças atendidas em consultórios de psicologia dobra

Angústias infantis e desorientação paterna contribuem; saiba quais são os temas mais recorrentes na capital

terapia infantil

 

Na sala de aula do 4º e do 5º ano do ensino fundamental, a professora pergunta: “Quem faz terapia?”. Metade dos alunos, por volta dos 10 anos, levanta a mão. A cena, ocorrida na semana passada no Colégio Nossa Senhora do Morumbi, ilustra o recente aumento na procura por atendimento psicológico infantil na capital. Segundo levantamento de VEJA SÃO PAULO realizado em dez dos consultórios que mais atendem pessoas dessa faixa de idade, o número de pacientes abaixo dos 13 anos dobrou nos últimos dez anos. Entre os menores, até 3 anos, o índice triplicou. Pipocam até casais grávidos: quando o rebento vem ao mundo, é incluído nas sessões.

Leia mais:

http://vejasp.abril.com.br/materia/terapia-criancas-psicologos

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Adventures in Equal Parenting :) Dream Dream Dream

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 07/05/2014 às 17h00

 

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