Maternidade

A Solidão da Super Mammy

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 23/04/2014 às 21h19

A Solidão da Super Mammy

Assistindo a mais um episódio da Super Nanny no GNT, me chamou a atenção a solidão da mãe dos dias de hoje. É certo que o seriado tem seu contexto cultural, mas depois de ver por quase uma hora essa mãe solteira com três filhos aplicar todos os métodos da Super Nanny nessas crianças, ficou claro como o problema vai muito além do que simplesmente reforçar as regras e colocar de castigo no cantinho.

Em uma situação o menino de uns 4 anos é colocado repetidamente na cama 98 vezes! Haja costas... e paciência. Mas a mãe reinforçada pela Nanny , certa de que essa é a melhor maneira de resolver essa situação, não desiste. A interação dela com as crianças é quase abusiva, quando ela perde a calma, ela grita e segura as crianças de maneira bem agressiva.  Mas tudo dentro de um contexto em que as crianças estão sendo treinadas e educadas para que a vida em família prossiga normalmente.

As duas meninas um pouco mais velhas também têm seus ataques e desafiam a mãe com suas desobediências e caprichos. Mas a Super Nanny esta lá e da o suporte para a mãe ser firme e persistente e colocar uma delas no canto várias vezes até que ela se rende pelo cansaço e obedece. Missão comprida. As crianças estão bem comportadas e a mãe sentindo que fez um bom trabalho.

Detalhe a Super Nanny também acha que a mãe, exausta e sem muita noção de como lidar com toda essa situação sozinha, não esta demonstrando afeto e empatia nas suas falas. Então temos uma boa demonstração de como a mãe deve elogiar os filhos e fazer cara de contente.

Em nenhum momento essa mãe tem ajuda de ninguém, faz tudo sozinha, cria, educa, da afeto, limpa, cozinha, leva na escola, leva para passear, enfim esta só no mundo com essas crianças. A única ajuda mesmo vem da Super Nanny que ensina ela truques para dar conta de tudo de uma forma mais harmoniosa e fazer cara de contente. 

Tania Novinsky 

Categoria: Maternidade
Comentários (1) e Compartilhar

For parents, happiness is a very high bar TED2014

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 22/04/2014 às 18h24

http://www.ted.com/speakers/jennifer_senior

In her new book "All Joy and No Fun," Jennifer Senior explores how children reshape their parents' lives — for better and worse.

Categoria: Maternidade
Comentários (0) e Compartilhar

Afetos Terceirizados

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 16/02/2014 às 19h29

Por Tania Novinsky Haberkorn, M.A.

Educar um filho é uma das coisas mais difíceis que alguém pode fazer. Não é só dar carinho, não é só dar limite, não é só dar oportunidades. Educar é estar disponível emocionalmente para o outro aprender com você. Por isso a questão da terceirização da infância é um assunto muito mais complexo do que parece. Terceirizar significa se ausentar dessa relação que acarreta na formação de outro ser humano. Se você não está disponível para esse processo não adianta ter tempo nem dinheiro, você vai achar uma forma de se esquivar rapidamente dessa relação. Hoje temos muito exemplos nas escolas, nos pediatras, no dia a dia, onde as crianças são cuidadas por terceiros. Escolas que mal conhecem os pais, pediatras que raramente falam com a mãe, crianças que passam de 6 a 8 horas nas creches e nas escolas. Os pais de hoje tem razões suficientes para bancar essas escolhas. Não há certo ou errado nessa história. Você vai dar para o seu filho o que pode, de acordo com os seus modelos, a sua visão de ser humano, de relacionamento e da sua realidade. O relacionamento com a criança não é diferente de nenhum outro relacionamento na sua vida. Ele vai te dar alegrias, frustrações, impasses, desafios, vai ter fazer rir e chorar, mas vai exigir de você uma dedicação talvez nunca antes imaginada. Mas ainda tem muita mãe que idealiza a infância e acha que tinha que ser mais tranquila, mais fácil, menos desgastante e acha que tem algo errado quando se depara com a demanda insana de uma criança. O pediatra inglês Donald Winnicott já falava que a capacidade de um ser humano ser feliz, ter um pouco de estrutura tem muito a ver com um tempo e uma pessoa. Dar beijinho e falar eu te amo não é suficiente para garantir um vinculo com uma criança. Para se educar uma criança é preciso de vinculo e para isso é preciso de tempo e disponibilidade física e emocional. O dia a dia é feito de pequenos detalhes, conversas, interações e convívio. Não tem medidor universal de quanto seu filho precisa de você. Esse trabalho você tem que fazer. Olhe os sinais: ansiedade, medos, insônia, performance escolar, olhe nos olhos dele, só você poderá dizer se ele está feliz.

 

Categoria: Maternidade
Comentários (2) e Compartilhar

Você é uma boa mãe!

Publicado por Tania Novinsky Haberkorn em 08/11/2013 às 20h29

Outro dia li que a Giselle Bündchen está achando difícil conciliar maternidade com trabalho. Bom, se ela está achando difícil, imagina para nós que não temos nem a grana nem a infra que ela tem para dar conta dessas duas frentes. Outro dia perguntando para umas amigas o que tem ajudado elas nos momentos difíceis, as duas me responderam que rezar tem ajudado muito. Adorei a resposta! Quer dizer que a situação anda mesmo perigritante, minhas amigas andam rezando, é sinal que as coisas andam difíceis mesmo!

Acredito que parte disso se deve ao fato dos standards para se reconhecer como uma boa mãe andam altíssimos. Sabe aquela vozinha que fica na sua cabeça... seu filho fica muito tempo no computador, ele podia tirar notas melhores, o lanche não está muito saudável, a calça ta furada e de jantar tem miojo! Você não pode ser uma boa mãe nessas condições e você ainda está preocupada com a sua satisfação pessoal, se você está feliz?!

Por isso precisamos muito repetir: você é uma boa mãe sim! Repita varias vezes por dia e repita para suas amigas também! Porque uma boa mãe pode não dar conta de tudo. Pode ter um monte de questões. Às vezes seu filho não é o pequeno príncipe que você idealizou, mas ele é cheio de surpresas e sacadas maravilhosas e se você ficar presa naquela voz chata na sua cabeça vai perder esses momentos que fazem você a melhor mãe do mundo!

Uma boa mãe pode ter muitos interesses fora o bem estar do filho, pode errar bastante, pode não estar presente sempre que gostaria, pode ter muitas duvidas e pedir ajuda sempre que precisar. Porque o que faz uma boa mãe é você! É a sua capacidade de amar, cuidar e se dedicar para o seu filho do seu jeito. Criação de filho passa por muitas camadas e não é transferível para o outro. Depende da sua historia, das suas relações, dos seus traumas e seus amores. Por isso, não se compare com a mãe do lado. Aplauda você e ela também. Estamos fazendo o melhor possível dadas as circunstâncias tão complexas que temos que enfrentar hoje em dia. Seja a mãe que puder, só não perca os momentos únicos em que seu filho olha para você e te acha a melhor mãe do mundo! Concorde com ele, pelo menos dessa vez.

Categoria: Maternidade
Comentários (2) e Compartilhar

|b01s bdt|b01n bsd sbss||c05|image-wrap|login news c05 fwR b01 tsN bsd|c05 normalcase uppercase sbss|b01 c05 normalcase fwR bsd|login news b01 c05 normalcase uppercase bsd|c05 tsN normalcase uppercase sbss|b01 normalcase uppercase c05 bsd|content-inner||