Melhor que amar um filho é amar dois!

Publicado em 03/05/2018 às 22h25

Vou confessar que a minha experiência do segundo filho é mais profissional do que pessoal. Parei no primeiro por opção! Nunca tive a pretensão de ser mãe de dois por motivos diversos... mas admiro e ajudo muito as mães de 2, 3, 4... acho que são escolhas pessoais, intransferíveis e inquestionáveis. Cada um sabe a dor e a delicia do que dá conta.

No geral vejo algumas questões recorrentes nas mães quando nasce o segundo filho e acho que vale a pena falar um pouco sobre elas, porque por mais que as vivências sejam muito pessoais, também aprendemos com a experiência alheia e alguns temas são muito pertinentes.

Bom quem já sentiu ciúmes sabe. Sentimento primitivo e avassalador. A gente regride mesmo e quer o nosso objeto de desejo só para gente e não quer dividir com ninguém e ponto final. Sempre que uma mãe me conta do comportamento regredido, agressivo e às vezes até maldoso do primeiro filho, sinto uma enorme empatia por ele. Talvez por ser a primeira filha e talvez ainda guardar um registro do que foi a chegada de um irmão aos 2 anos de idade. Mas se coloque no lugar do primogênito. Pelo menos por uns 2 anos ele foi o centro da atenções, tudo era para ele e por ele, o colo era só dele, o amor, o quarto, os brinquedos, tudo que ele queria era prioridade máxima. De repente,chega o irmãozinho, super querido, esperado, que vai ser o grande amigo para a vida toda! Tentamos convencer de todas as maneiras possíveis que essa chegada é uma experiência boa. Mas a verdade é que a criança durante um bom tempo vive a perda e a falta e não tem muito como aliviar isso. O bebê exige muita atenção e cuidados da mãe e da família, o mundo agora não gira mais ao redor dele e seus desejos agora precisam ser muito bem negociados. Enfim, por um bom tempo essa experiência é bem desorganizadora e frustrante para uma criança, que por mais que esteja feliz com a chegada do irmão ou irmã, tem que se a ver com muitos sentimentos antagônicos. Acrescentando isso uma falta de vocabulário para expressar tantas emoções distintas, vamos nos defrontar com um comportamento um tanto quanto bizarro que assusta até as mães mais bem intencionadas.

A chegada do primeiro filho desestabiliza o casal, a chegada do segundo filho desestabiliza a família. Mas nada que uma família amparada não consiga dar conta. O problema se instala quando o sofrimento fica estancado, o primeiro filho sofre a perda do seu lugar, a mãe fica culpada de não conseguir dar conta desse sofrimento e as coisas vão saindo controle. Quando na verdade, o processo tem suas dores, mas se bem acolhido, tudo passa e a família acha um novo equilíbrio.  Mas é importante nesse momento a mãe receber essa ajuda para dar conta de uma situação intensa que vai exigir dela um novo repertório para lidar com dois grandes amores!

Acredito que esse começo pode fazer muita diferença na vida da família se bem escutado e acolhido. Quero poder ajudar quem precisa. Disponho-me a fazer atendimentos a domicílio quando necessário e atendo por Skype para quem mora longe. Meu consultório fica na Zona Sul em SP. 

Tenho preços flexíveis para quem precisa e não tem condições de pagar. Meu lema é: where there is a wish, there is a way, traduzindo: onde tem um desejo, tem um caminho. Então vamos caminhar juntas! Essa fase é cheia de novas demandas e desafios e espero que nenhuma mãe que precise de ajuda, fique desamparada. Meu Email: tanianhaber@gmail.com / cel. 11-9856 7025 
Meu site: www.psicoflow.com.br para quem quiser conhecer um pouco mais do meu trabalho.

 

 

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